quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Recomeçar
"Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças..."
Miguel Torga
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças..."
Miguel Torga
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Meu.
Este meu cantinho da alma, é meu.
E por isso, há-de ficar, persistir, imutável nas suas ideias e devaneios, nas suas opiniões e vontades, na sua escuridão e luz, no seu tom melancólico ou feliz, gravado na minha essência.
É e sempre será o meu diário escrito, relatado, chorado, vivido e exorcizado. Imune à censura dos que se vêm nele, sem sequer aqui estarem. A redoma da minha espontaneidade, daquilo que se quer soltar. O abrigo do qual preciso para me libertar das correntes que sufocam a minha vontade de simplesmente ser.
Se me exponho ao mundo e revelo a minha fragilidade ou força, é comigo. Se digo o que muitos não querem ouvir num tom mudo mas verdadeiro, então cerrem os olhos e ouçam a sábia consciência (se a tiverem). É para todos, mas para ninguém em particular.
Este é o meu blog, onde nada é escrito por acaso, onde tudo é sentido, onde me perco em pensamentos que não chegam a ver as letras do teclado, onde preciso de me encontrar sempre que ando à deriva, onde descarrego a minha felicidade quando já não cabe dentro do peito, onde preciso de ler o que acabei de escrever para não me esquecer de quem sou.
Este é o meu blog... meu.
E por isso, há-de ficar, persistir, imutável nas suas ideias e devaneios, nas suas opiniões e vontades, na sua escuridão e luz, no seu tom melancólico ou feliz, gravado na minha essência.
É e sempre será o meu diário escrito, relatado, chorado, vivido e exorcizado. Imune à censura dos que se vêm nele, sem sequer aqui estarem. A redoma da minha espontaneidade, daquilo que se quer soltar. O abrigo do qual preciso para me libertar das correntes que sufocam a minha vontade de simplesmente ser.
Se me exponho ao mundo e revelo a minha fragilidade ou força, é comigo. Se digo o que muitos não querem ouvir num tom mudo mas verdadeiro, então cerrem os olhos e ouçam a sábia consciência (se a tiverem). É para todos, mas para ninguém em particular.
Este é o meu blog, onde nada é escrito por acaso, onde tudo é sentido, onde me perco em pensamentos que não chegam a ver as letras do teclado, onde preciso de me encontrar sempre que ando à deriva, onde descarrego a minha felicidade quando já não cabe dentro do peito, onde preciso de ler o que acabei de escrever para não me esquecer de quem sou.
Este é o meu blog... meu.
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Give me a break
Não compreendo aquelas pessoas que, depois de invadirem a vida dos outros, virarem tudo de pernas para o ar, quererem o que não lhes pertence, ainda pensam que depois de todo o comportamento baixo, sem escrúpulos, falta de consideração e respeito, vão ser felizes.
Não, não vão, pelo menos até colocarem a mão na consciência e aperceberem-se do mal que fizeram. E a vida, de uma maneira ou de outra, encarrega-se de colocar essas pessoas no lugar no qual elas próprias não se souberam colocar.
E ainda por cima, ainda há aquelas, que não compreendem e ficam muito surpresas... please, give me a break.
Não, não vão, pelo menos até colocarem a mão na consciência e aperceberem-se do mal que fizeram. E a vida, de uma maneira ou de outra, encarrega-se de colocar essas pessoas no lugar no qual elas próprias não se souberam colocar.
E ainda por cima, ainda há aquelas, que não compreendem e ficam muito surpresas... please, give me a break.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
terça-feira, 25 de setembro de 2012
O passado meu e teu...
"Quando acordaram de manhã, na mesma cama, ela disse-lhe que queria ter um passado com ele. Não era um futuro, que é uma coisa incerta, mas um passado, que é isso que têm dois velhos depois de passarem uma vida juntos. Quando disse que queria ter um passado com alguém, queria dizer tudo. Não desejava uma incerteza, mas a História, a verdade."
Afonso Cruz in "Jesus Cristo Bebia Cerveja" (Alfaguara)
Afonso Cruz in "Jesus Cristo Bebia Cerveja" (Alfaguara)
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
pensamento
Viajo no doce das memórias,
desloco-me com as correntes da saudade,
o amor acaricia-me como uma brisa,
e aconchego-me no seu pensamento... que é meu...
desloco-me com as correntes da saudade,
o amor acaricia-me como uma brisa,
e aconchego-me no seu pensamento... que é meu...
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
E é assim...
...escuso de tentar que o meu pescoço vire 180º, porque já sei que não vira, nem experimento ou arrisco, portanto, em vez de olhar para trás, vou olhar em frente que é bem mais interessante e fisicamente mais possível!
Medo
É difícil abrir os olhos ao desconhecido,
respirar o ar que não nos conhece,
abraçar cores que nunca se viu,
tocar imagens estranhas.
É o medo que nos limita,
que nos prende como uma âncora ao fundo do mar,
sem nos deixar inspirar fundo e mergulhar de novo.
Porque é que o medo teima em aparecer,
Quando tudo o que se quer é ser feliz,
viver o presente e esperar o melhor do futuro...
respirar o ar que não nos conhece,
abraçar cores que nunca se viu,
tocar imagens estranhas.
É o medo que nos limita,
que nos prende como uma âncora ao fundo do mar,
sem nos deixar inspirar fundo e mergulhar de novo.
Porque é que o medo teima em aparecer,
Quando tudo o que se quer é ser feliz,
viver o presente e esperar o melhor do futuro...
The whole package
Já não quero o mais ou menos, o logo se vê, o vou pensar ou refletir, o certinho, o correto ou apropriado!
Não quero mais segredos, mentiras, coisas por dizer ou o dito por não dito!
Não quero metades, meias palavras, o nada feito ou o por fazer!
Quero tudo a que tenho direito, sem julgamentos, sem remorsos ou culpas!
Quero o presente sem o passado, o presente com futuro!
I want the whole package... or nothing at all
Não quero mais segredos, mentiras, coisas por dizer ou o dito por não dito!
Não quero metades, meias palavras, o nada feito ou o por fazer!
Quero tudo a que tenho direito, sem julgamentos, sem remorsos ou culpas!
Quero o presente sem o passado, o presente com futuro!
I want the whole package... or nothing at all
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Só...
Se há coisa que não entendo, é como se consegue viver numa mentira que só traz o vazio e a solidão, quando só se quer ser feliz e viver realmente!
Uma vez li isto algures, "mais vale sozinho, do que acompanhado e sentir-se só", e realmente, é a pior solidão de todas!
E há quem ainda não abriu a pestana!
Uma vez li isto algures, "mais vale sozinho, do que acompanhado e sentir-se só", e realmente, é a pior solidão de todas!
E há quem ainda não abriu a pestana!
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Uma estória de encantar...
“Eles amam-se. Todos sabem. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossivel.
Ele continua a viver a sua vidinha idealizada e ela continua idealizando a sua vidinha.
Alguns dizem que não iria dar certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro.
Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas.
Ela quer atitudes, ele deseja-a. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela.
E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros.
Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. (...)
E todos os dias eles perguntam-se o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro…”
Ele continua a viver a sua vidinha idealizada e ela continua idealizando a sua vidinha.
Alguns dizem que não iria dar certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro.
Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas.
Ela quer atitudes, ele deseja-a. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela.
E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros.
Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. (...)
E todos os dias eles perguntam-se o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro…”
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