Muito se passou nestes últimos dias...mais um vazio no meu coração, a revolta, a perda, a dor...fica a saudade e a mais linda das recordações, o teu sorriso...
"I know that this is not goodbye"
domingo, 26 de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Momentos...
Hoje estava a ter um daqueles momentos de nostalgia, quando me veio à cabeça uma recordação que estava guardada numa gaveta lá no fundo da minha mente e surpreendentemente tão viva: o meu primeiro dia na Faculdade.
Foi no fim da década de 90, em Outubro, quando ainda havia Outono e as manhãs já pediam um agasalho. O relógio marcava as 08H45 e eu já estava atrasada 15 minutos. Lá ía eu de passo apressado a atravessar o largo da FCSH da Universidade Nova de Lisboa, em direcção ao edifício onde se situava o Departamento de Antropologia e o Auditório -1 onde iria ter a minha primeira aula: Biologia e Cultura.
À minha frente caminhava uma rapariga de cabelos compridos pretos que vestia um casaco verde claro. Lembro-me de pensar para mim "se calhar vai também para a mesma aula, era bom, pelo menos não era a única a chegar atrasada".
Entrei no edifício e desci as escadas até à cave. Vi logo o auditório. Respirei fundo e entrei. Pedi licença e dirigi-me para o fundo da sala onde se tinha acabado de sentar a rapariga de casaco verde, a Márcia.
Sentei-me ofegante e olhei para o estrado onde estava o Professor. Era já de alguma idade, alto, magro, com cabelo e barba grisalhos e vestia um fato cinzento já gasto. Falava e gesticulava com tal emoção que, confesso, surpreendeu-me. Ah! e estava a fumar, impensável hoje em dia.
O auditório estava cheio e em silêncio a ouvir as palavras ferverosas do Professor, e foi neste momento que entrei em pânico. Não estava a perceber nada do que estava a ser dito, era chinês para mim. Eu já pensava, que vai na volta, não estava no lugar certo, a Faculdade não era para mim...talvez fosse um problema de concentração. Concentrei-me e passados alguns minutos, nada!
Bem, quando terminou a aula fiquei a saber que não tinha sido a única, que tal como eu, muitos dos meus colegas não tinham alcançado as palavras do excêntrico Professor.
Nas aulas seguintes fui entrando no ritmo e comecei a absorver tudo, a aprender o que nunca tinha aprendido...histórias e estórias, o tempo e o espaço...
E foi assim, um momento único, uma recordação deliciosa de tempos que deixam saudades.
Foi no fim da década de 90, em Outubro, quando ainda havia Outono e as manhãs já pediam um agasalho. O relógio marcava as 08H45 e eu já estava atrasada 15 minutos. Lá ía eu de passo apressado a atravessar o largo da FCSH da Universidade Nova de Lisboa, em direcção ao edifício onde se situava o Departamento de Antropologia e o Auditório -1 onde iria ter a minha primeira aula: Biologia e Cultura.
À minha frente caminhava uma rapariga de cabelos compridos pretos que vestia um casaco verde claro. Lembro-me de pensar para mim "se calhar vai também para a mesma aula, era bom, pelo menos não era a única a chegar atrasada".
Entrei no edifício e desci as escadas até à cave. Vi logo o auditório. Respirei fundo e entrei. Pedi licença e dirigi-me para o fundo da sala onde se tinha acabado de sentar a rapariga de casaco verde, a Márcia.
Sentei-me ofegante e olhei para o estrado onde estava o Professor. Era já de alguma idade, alto, magro, com cabelo e barba grisalhos e vestia um fato cinzento já gasto. Falava e gesticulava com tal emoção que, confesso, surpreendeu-me. Ah! e estava a fumar, impensável hoje em dia.
O auditório estava cheio e em silêncio a ouvir as palavras ferverosas do Professor, e foi neste momento que entrei em pânico. Não estava a perceber nada do que estava a ser dito, era chinês para mim. Eu já pensava, que vai na volta, não estava no lugar certo, a Faculdade não era para mim...talvez fosse um problema de concentração. Concentrei-me e passados alguns minutos, nada!
Bem, quando terminou a aula fiquei a saber que não tinha sido a única, que tal como eu, muitos dos meus colegas não tinham alcançado as palavras do excêntrico Professor.
Nas aulas seguintes fui entrando no ritmo e comecei a absorver tudo, a aprender o que nunca tinha aprendido...histórias e estórias, o tempo e o espaço...
E foi assim, um momento único, uma recordação deliciosa de tempos que deixam saudades.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
De manhã...
...quando acordo, não gosto que me obriguem a falar. Não, não acordo mal humorada nem "com a telha", simplesmente não gosto de falar. Prefiro estar calada, mesmo que esteja só a palrar interiormente com os meus botões. Não sou daquelas pessoas que acordam e "clic", ligam o botão ON e já transbordam energia. Pelo contrário, quando acordo de manhã estou em standby...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
My momma always said...
"Life was like a box of chocolates. You never know what you're gonna get."
Forrest Gump
Forrest Gump
sexta-feira, 30 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
Eu...
Sou inconstante como a Lua, que num momento reflecte luz e noutro absorve a escuridão.
Sou dramática, falo com as mãos, transmito o que sinto só com um olhar, choro quando não tenho saída e rio com todos os músculos quando sinto alegria.
Expludo com facilidade e não suporto pessoas fracas, fazem-me sufocar.
Tenho medos que nunca mais acabam, mas enfrento-os todos os dias sem recuar um centimetro.
Não desisto, quer seja por orgulho ou por teimosia, prefiro chamar-lhe persistência.
Desiludo-me frequentemente, por ingenuidade ou por pensar que tudo corresponde às minhas expectativas, que são altas, confesso.
Por vezes sou um pouco desligada, distante até, passeio nos meus pensamentos e preciso mesmo desses momentos, sozinha, comigo mesma.
Não gosto de esperar, é uma perda de tempo.
Sou compreensiva mas muitas vezes não compreendo o sentido da vida, momentos menos bons ou palavras mais amargas.
Sou apaixonada pela Natureza, transmite-me serenidade e equilibrio. O vento acaricia a minha face, o sol aquece a minha alma, o mar reconforta a minha inquitude, as nuvens embalam o meu sono, as árvores enraizam-me à vida.
Não tenho chão nem tecto, caminho sobre sonhos e o céu é o meu limite.
M.P.
Sou dramática, falo com as mãos, transmito o que sinto só com um olhar, choro quando não tenho saída e rio com todos os músculos quando sinto alegria.
Expludo com facilidade e não suporto pessoas fracas, fazem-me sufocar.
Tenho medos que nunca mais acabam, mas enfrento-os todos os dias sem recuar um centimetro.
Não desisto, quer seja por orgulho ou por teimosia, prefiro chamar-lhe persistência.
Desiludo-me frequentemente, por ingenuidade ou por pensar que tudo corresponde às minhas expectativas, que são altas, confesso.
Por vezes sou um pouco desligada, distante até, passeio nos meus pensamentos e preciso mesmo desses momentos, sozinha, comigo mesma.
Não gosto de esperar, é uma perda de tempo.
Sou compreensiva mas muitas vezes não compreendo o sentido da vida, momentos menos bons ou palavras mais amargas.
Sou apaixonada pela Natureza, transmite-me serenidade e equilibrio. O vento acaricia a minha face, o sol aquece a minha alma, o mar reconforta a minha inquitude, as nuvens embalam o meu sono, as árvores enraizam-me à vida.
Não tenho chão nem tecto, caminho sobre sonhos e o céu é o meu limite.
M.P.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Damn it...
Hoje estou naqueles dias em que, já como dizia o heterónimo de Fernando Pessoa, pensar é como andar à chuva, incomoda.
Se ao menos tivesse um interruptor que me permitisse desligar a massa cinzenta quando quisesse...
Se ao menos tivesse um interruptor que me permitisse desligar a massa cinzenta quando quisesse...
domingo, 18 de julho de 2010
There and back again...
Sou viciada em viagens, ainda agora voltei e a minha maior vontade é partir de novo...
Adoro todos os preparativos que antecedem uma viagem, todo o stress de fazer as malas, todo o exercício mental que se faz para determinar aquilo que nos faz falta e o que já vai em excesso, o nervoso miudinho, a impressão no estômago...e depois toda a recompensa, a ansia de absorver tudo o que se apresenta diante dos olhos, os aromas, cheiros e sabores que inundam os sentidos, os sons diferentes daqueles a que estamos habituados, toda a riqueza que transmitimos à alma...
Para mim as viagens não são apenas corpóreas e reais, transpõem o espírito e as barreiras do imaginável, quando viajo faço-o de corpo e alma...
"Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser."
Amyr Klink
Adoro todos os preparativos que antecedem uma viagem, todo o stress de fazer as malas, todo o exercício mental que se faz para determinar aquilo que nos faz falta e o que já vai em excesso, o nervoso miudinho, a impressão no estômago...e depois toda a recompensa, a ansia de absorver tudo o que se apresenta diante dos olhos, os aromas, cheiros e sabores que inundam os sentidos, os sons diferentes daqueles a que estamos habituados, toda a riqueza que transmitimos à alma...
Para mim as viagens não são apenas corpóreas e reais, transpõem o espírito e as barreiras do imaginável, quando viajo faço-o de corpo e alma...
"Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser."
Amyr Klink
quarta-feira, 14 de julho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Arrumações
Hoje estive nas arrumações e fiquei com um sentimento libertador.
Fico sempre com esta sensação depois de arrumar tudo nos sítios devidos como se arrumasse também as minhas ideias.
Cheguei à conclusão que adoro arrumar, custa começar mas no final a sensação é boa...
Fico sempre com esta sensação depois de arrumar tudo nos sítios devidos como se arrumasse também as minhas ideias.
Cheguei à conclusão que adoro arrumar, custa começar mas no final a sensação é boa...
domingo, 13 de junho de 2010
Já falta pouco...
...para me deitar em areias brancas,
perder-me em águas transparentes e quentes,
viajar em histórias passadas,
fugir da rotina e divertir-me,
já falta pouco...
perder-me em águas transparentes e quentes,
viajar em histórias passadas,
fugir da rotina e divertir-me,
já falta pouco...
Crise
Já não suporto esta palavra e pelos vistos ainda a vou ouvir muitas vezes, até lhe perder a conta.
Contagia tudo e todos, até o tempo anda em crise, em contenção de graus!
Que venha pelo menos o calor e o Verão a sério, que sempre dá para esquecer as vicissitudes desta miserável realidade!
Contagia tudo e todos, até o tempo anda em crise, em contenção de graus!
Que venha pelo menos o calor e o Verão a sério, que sempre dá para esquecer as vicissitudes desta miserável realidade!
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